Calvert Trust – chegada- dia 1 de 4

Eu a Sofia e o Lupi fomos passar o fim-de-semana à Calvert Trust do Lake District. Estava tudo quase espetacularmente programado. Íamos ter um fim-de-semana incrível, aproveitando a viagem todinha, desde sexta-feira.

Saímos cedo para conseguir ir almoçar num Pub incrível, o Wilson’s Arms, que fica bastante perto da Calvert Trust, em Keswick – o Wilsons Arms é em Torver. Chegámos, um pouco depois da hora prevista – também saímos um pouco depois da hora prevista –, e, de entre as maravilhosas coisas do menu – tipicamente feitas com produtos de época e locais, tanto quanto possível – eu escolhi uma sandes de uma salsicha local – impecável – e a Sofia um menu com várias pequenas coisas de peixe. Tive o cuidado de comer coisas sem lactose, uma vez que sou intolerante – leite, iogurtes líquidos, requeijão, natas = desastre; queijo, manteiga = OK. Para sobremesa, já bastante cheios, resolvemos pedir, uma das minhas sobremesas preferidas, um tiramisu, para ambos, que estava maravilhoso. Tudo regadinho com duas Guinesses, e a Sofia com “uma coisa qualquer de elderflower”, que se materializou numa água tónica de elderflower, que vazou para fora do copo ao servir, porque não sabia que ia fazer tanta espuma, e não gostou muito, por ser amargo – a Sofia não estava à espera que fosse água tónica. Para minha infelicidade, descobri que o tiramisu bem feito, também não me cai muito bem, sendo que tive tempo para pensar sobre o assunto durante os 20 minutos que passei na casa de banho. Antes de sairmos, mesmo combalido, concordei com a Sofia e com o cozinheiro, que teríamos que voltar, uma vez que por 20 minutos – provavelmente culpa do tiramisu-, o Chef tinha saído, mesmo depois de ter preparado as nossas refeições, disse o Chef aprendiz. O Chef foi um antigo cozinheiro do David Bowie, e eu queria um cartão de visita do Pub assinado pelo Chef.

Quando chegámos à Calvert Trust, comigo um pouco combalido, fomos recebidos pela nossa simpática monitora, a Jane, do País de Gales, que nos disse que teria que dar umas explicações iniciais. Combinámos daí a meia hora, no refeitório. Deixámos as malas no quarto e lá fomos nós ter com a Jane. Eu, combalido, tive muita dificuldade em entender o que ela – a Jane – estava a dizer. Ficou, sobretudo, a ideia de que naquele mesmo dia podíamos ir à piscina.

Ao jantar, conhecemos os nossos companheiros de fim-de-semana. O Dave que era assistente do Thomas, e a Rosemary que era assistente da Stacy. O Thomas pouco falava, o Dave tinha uma voz tonitruante, barítono, ou mesmo baixo. A Stacy falava muito, mas não dava para entender muito bem, por causa de uma dicção complicada e do sotaque escocês, e a Rosemary não se entendia nada por falar muito baixo e ter um sotaque escocês carregadíssimo. A Sofia entendia quase tudo, um primor!

Resolvi, combalidamente, comer uma salada com um bocadinho de azeite, e um belo guisado de batata doce. Acho que estava tudo muito bom, mas, de forma combalida, terminei o jantar na casa de banho do refeitório.

Expliquei à Sofia que não queria ir à piscina, mas que ela devia ir, que eu ficaria bem no quarto. A Jane chegou e expliquei-lhe o meu plano. Ela, simpaticamente, disse-me que tinha algo para me dizer que poderia fazer-me mudar de ideias. Não entendi nada do que ela disse, pelo que fiquei com a primeira ideia. A Sofia também não quis ir para a piscina, e fomos para o nosso quarto. Eu, combalidamente, deitei-me, tapei-me e fui dormir para tentar estar em melhores condições no dia seguinte.

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