Limpeza Alienígena

Amanhã vou para a Calvert Trust, com a Sofia e o Lupi, passar o fim-de-semana. É uma espécie de hotel – montado numa antiga quinta – os quartos são nas baias! -, completamente adaptado para pessoas com deficiência. Organizam atividades radicais – sim, para deficientes, cadeiras de rodas e tudo! -, e eu e a Sofia queremos lá ir – eu para me divertir e por ter medo que corram comigo daqui – aqui, Inglaterra – e a Sofia para se divertir e por curiosidade de fisioterapeuta interessada que é.

Estava a trabalhar no doutoramento, e a apanhar uma pilha de nervos, por ter descoberto um standard de acessibilidade de que não me lembrava – a minha ignorância no assunto que estudo dá-me muita vontade de continuar -, e, depois de o alívio que foi ter descoberto que o dito standard já tinha sido substituído por outro, mais recente, sobre o qual já escrevi, decidi que, uma vez que queria ir lavadinho para a Calvert Trust, ir relaxar para o chuveiro.

Lá estive eu, porreirinho da vida, debaixo do chuveiro, sentadinho no banco que o meu Wetroom tem, a falar sozinho, que é uma coisa que faço bastante quando, lá está, estou sozinho.

Quando saí do banho, a falar sozinho – falei imenso desta vez. Tive uma grande conversa com um amigo imaginário sobre o Brexit – o amigo imaginário era meio tonto e tive que lhe explicar muitas coisas -, cheguei ao quarto e, sim senhor, grande cão, não me tinha desaparecido com as pantufas.

Acabei a conversa que estava a ter, meti um podcast a dar, vesti-me, meti E45 na minha bela pele atópica, e vim para a sala/cozinha, onde agora estou quase sempre.

Abri a porta e, surpresa, um cão doido de contente na sala…. – Ai gaita! O meu Lupi tinha ficado na sala/cozinha enquanto eu tomava duche e conversava com o meu amigo imaginário. Não seria nada de especial, mas foi.

Quando fui para o banho, deixei o aspirador ligado – é um daqueles robôs que aspiram sozinhos, andando por todo o lado, usando uma catrefada de sensores para aspirar e baterem suavemente nas coisas, que faz imenso barulho, e tenho que fechar a porta para o robô não fugir.

A Sofia ainda não chegou. Espero que o Lupi não se tenha “descuidado” na alcatifa com o medo de um objecto estranho a fazer barulho aparentando estar a persegui-lo.

Ele é um cão com fleuma. Espero que tenha estado refugiado em cima do sofá.

Anúncios

Comente aqui

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s