Monthly Archives: Março 2019

Calvert Trust – chegada- dia 1 de 4

Eu a Sofia e o Lupi fomos passar o fim-de-semana à Calvert Trust do Lake District. Estava tudo quase espetacularmente programado. Íamos ter um fim-de-semana incrível, aproveitando a viagem todinha, desde sexta-feira.

Saímos cedo para conseguir ir almoçar num Pub incrível, o Wilson’s Arms, que fica bastante perto da Calvert Trust, em Keswick – o Wilsons Arms é em Torver. Chegámos, um pouco depois da hora prevista – também saímos um pouco depois da hora prevista –, e, de entre as maravilhosas coisas do menu – tipicamente feitas com produtos de época e locais, tanto quanto possível – eu escolhi uma sandes de uma salsicha local – impecável – e a Sofia um menu com várias pequenas coisas de peixe. Tive o cuidado de comer coisas sem lactose, uma vez que sou intolerante – leite, iogurtes líquidos, requeijão, natas = desastre; queijo, manteiga = OK. Para sobremesa, já bastante cheios, resolvemos pedir, uma das minhas sobremesas preferidas, um tiramisu, para ambos, que estava maravilhoso. Tudo regadinho com duas Guinesses, e a Sofia com “uma coisa qualquer de elderflower”, que se materializou numa água tónica de elderflower, que vazou para fora do copo ao servir, porque não sabia que ia fazer tanta espuma, e não gostou muito, por ser amargo – a Sofia não estava à espera que fosse água tónica. Para minha infelicidade, descobri que o tiramisu bem feito, também não me cai muito bem, sendo que tive tempo para pensar sobre o assunto durante os 20 minutos que passei na casa de banho. Antes de sairmos, mesmo combalido, concordei com a Sofia e com o cozinheiro, que teríamos que voltar, uma vez que por 20 minutos – provavelmente culpa do tiramisu-, o Chef tinha saído, mesmo depois de ter preparado as nossas refeições, disse o Chef aprendiz. O Chef foi um antigo cozinheiro do David Bowie, e eu queria um cartão de visita do Pub assinado pelo Chef.

Quando chegámos à Calvert Trust, comigo um pouco combalido, fomos recebidos pela nossa simpática monitora, a Jane, do País de Gales, que nos disse que teria que dar umas explicações iniciais. Combinámos daí a meia hora, no refeitório. Deixámos as malas no quarto e lá fomos nós ter com a Jane. Eu, combalido, tive muita dificuldade em entender o que ela – a Jane – estava a dizer. Ficou, sobretudo, a ideia de que naquele mesmo dia podíamos ir à piscina.

Ao jantar, conhecemos os nossos companheiros de fim-de-semana. O Dave que era assistente do Thomas, e a Rosemary que era assistente da Stacy. O Thomas pouco falava, o Dave tinha uma voz tonitruante, barítono, ou mesmo baixo. A Stacy falava muito, mas não dava para entender muito bem, por causa de uma dicção complicada e do sotaque escocês, e a Rosemary não se entendia nada por falar muito baixo e ter um sotaque escocês carregadíssimo. A Sofia entendia quase tudo, um primor!

Resolvi, combalidamente, comer uma salada com um bocadinho de azeite, e um belo guisado de batata doce. Acho que estava tudo muito bom, mas, de forma combalida, terminei o jantar na casa de banho do refeitório.

Expliquei à Sofia que não queria ir à piscina, mas que ela devia ir, que eu ficaria bem no quarto. A Jane chegou e expliquei-lhe o meu plano. Ela, simpaticamente, disse-me que tinha algo para me dizer que poderia fazer-me mudar de ideias. Não entendi nada do que ela disse, pelo que fiquei com a primeira ideia. A Sofia também não quis ir para a piscina, e fomos para o nosso quarto. Eu, combalidamente, deitei-me, tapei-me e fui dormir para tentar estar em melhores condições no dia seguinte.

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Limpeza Alienígena

Amanhã vou para a Calvert Trust, com a Sofia e o Lupi, passar o fim-de-semana. É uma espécie de hotel – montado numa antiga quinta – os quartos são nas baias! -, completamente adaptado para pessoas com deficiência. Organizam atividades radicais – sim, para deficientes, cadeiras de rodas e tudo! -, e eu e a Sofia queremos lá ir – eu para me divertir e por ter medo que corram comigo daqui – aqui, Inglaterra – e a Sofia para se divertir e por curiosidade de fisioterapeuta interessada que é.

Estava a trabalhar no doutoramento, e a apanhar uma pilha de nervos, por ter descoberto um standard de acessibilidade de que não me lembrava – a minha ignorância no assunto que estudo dá-me muita vontade de continuar -, e, depois de o alívio que foi ter descoberto que o dito standard já tinha sido substituído por outro, mais recente, sobre o qual já escrevi, decidi que, uma vez que queria ir lavadinho para a Calvert Trust, ir relaxar para o chuveiro.

Lá estive eu, porreirinho da vida, debaixo do chuveiro, sentadinho no banco que o meu Wetroom tem, a falar sozinho, que é uma coisa que faço bastante quando, lá está, estou sozinho.

Quando saí do banho, a falar sozinho – falei imenso desta vez. Tive uma grande conversa com um amigo imaginário sobre o Brexit – o amigo imaginário era meio tonto e tive que lhe explicar muitas coisas -, cheguei ao quarto e, sim senhor, grande cão, não me tinha desaparecido com as pantufas.

Acabei a conversa que estava a ter, meti um podcast a dar, vesti-me, meti E45 na minha bela pele atópica, e vim para a sala/cozinha, onde agora estou quase sempre.

Abri a porta e, surpresa, um cão doido de contente na sala…. – Ai gaita! O meu Lupi tinha ficado na sala/cozinha enquanto eu tomava duche e conversava com o meu amigo imaginário. Não seria nada de especial, mas foi.

Quando fui para o banho, deixei o aspirador ligado – é um daqueles robôs que aspiram sozinhos, andando por todo o lado, usando uma catrefada de sensores para aspirar e baterem suavemente nas coisas, que faz imenso barulho, e tenho que fechar a porta para o robô não fugir.

A Sofia ainda não chegou. Espero que o Lupi não se tenha “descuidado” na alcatifa com o medo de um objecto estranho a fazer barulho aparentando estar a persegui-lo.

Ele é um cão com fleuma. Espero que tenha estado refugiado em cima do sofá.

Shaun the Sheep

Hoje, depois de tomar banho, a preparar-me para sair com a Sofia e o Lupi, para celebrar o dia de S. Patrício – olá professor Patrício Domingues, espero que esteja a ler! -, estava a calçar as pantufas – pantufas lindas, que a Sofia me ofereceu na sequência de uma operação à tola – não ia sair de pantufas. Era temporário -, e ao baixar-me para as apanhar, onde pensava que as tinha deixado, elas não estavam lá. Chamei o Lupi – cão competente e alegre -, e pedi-lhe as pantufas. Pedido prontamente atendido, e lá foi ele. Trouxe-me uma pantufa. Como faltava a outra – ele, o Lupi, é competente mas às vezes não consegue agarrar nas duas ao mesmo tempo, e não faz mal, porque senão baba tudo! –, pedi-lhe a outra, o que, mais uma vez, foi prontamente atendido.

 

Como ele chegou com a pantufa do outro lado – da primeira vez saiu para a direita, e voltou da direita, da segunda saiu para a esquerda, e voltou da esquerda – à esquerda estava a Caminha dele -, agradeci-lhe muito, disse que ele era lindo, e rindo e sorrindo, insultei-o porque tinha ficado claro que tinha sido o cão-ladrão a desaparecer com elas – elas, as pantufas.

 

A Sofia, riu-se, e fleumática: – percebeste que tinha sido ele? – sim…. Sacana…. – Eu estava a topar… Quando estavas a procurar as pantufas com as mãos, a tocar o chão, ele levantou-se logo e agarrou numa pantufa. – Safado! – Quando lhe pediste a outra ele voltou à cama dele para a apanhar, ele tinha lá as duas.

 

Cão ladrão! Não é a primeira vez que vejo cães a terem comportamentos deste calibre, que indiciam raciocínio complexo. O Lupi já teve algumas destas, que demonstram, mesmo. Um possível sentido de humor! Adoro-o!!

 

Este cão adora animais, são as minhas pantufas, é a Amélia – a minha girafa que uma querida amiga me ofereceu – a pobre da Amélia até ficou sem um emblema, o emblema da organização que recebia o dinheiro das vendas das girafas – o emblema deve ter sido comido! A girafa estava na Caminha, já sem o emblema –,  e, quando ele era pequenino – ele, o Lupi -, na quinta dos pais/educadores/treinadores/cuidadores, a Tereza e o Xico, o Lupi, todas as noites passava a pano – lambendo – a amiga dele, a Quimera – uma gata.

O Lupi e eu sentado na cama dele, com as pernas esticadas e as pantufas em forma de ovelha choné calçadas, a segurar na Amélia (girafa peluche).

Lá fomos celebrar o dia de S. Patrício, mas o Pub onde tentámos ir estava cheio, e ainda bem!

 

Acabámos por ir a um Pub incrível, o Wilton Arms, onde o dono nos surpreendeu: – falam português? – sim! O senhor também? – Sim! – A sério?! – A Sério e a brincar!

 

Era o M., antigo jogador de futebol em Portugal. Não vou escrever mais detalhes em respeito ao M. Apesar de não ter jogado ao mais alto nível, andou lá perto, e terminou por ter tido alguns infortúnios.

 

Vou jantar um Sunday roast que trouxemos de lá!

Offended Brexit Spirit

Arrependi-me de ter recusado um aparelho auditivo, e antes que o Brexit me impedisse de mudar de ideias, antecipei essa hipótese, e fui ao Manchester Royal Infirmary configurar os superpoderes que essas maravilhas da tecnologia me providenciam.

O taxista bateu à porta, já um pouco tarde, simpaticamente segurou na trela do Lupi, e enquanto falava e brincava com o cão – normal, ele é lindo e simpático – o Lupi e não o taxista – eu fechava e trancava a porta. Continuou a segurar na trela enquanto com muito boa vontade e pouco jeito foi evitando acidentes até me meter dentro do carro – o Lupi e eu na parte de trás e o taxista, claro, à frente, a guiar. Quando lhe disse, em jeito de confirmação” Manchester Royal Infirmary, Peter Mount Building, certo?”, e ele hesitou em responder, eu estranhei. Insisti, e ele respondeu que “sim, Manchester Royal Infirmary e deixo-te na recepção” – em Inglês. …suspeitei que seria má ideia utilizar a viagem para meditar, conforme tinha planeado. Como a viagem demora um bom bocado, decidi arriscar, e tentar meditar – foi complicado. Passado um bocado, voltei a insistir: “então, Peter Mount Building, zona da audiologia, certo?, a que ele respondeu: – Eu não faço ideia onde é esse edifício. E continuou, dizendo “depois lá, é para a zona dos cegos, ok”. Calmamente, mas ansiosíssimo por estarmos atrasados e o senhor querer deixar-me sabe-se lá onde, enquanto montava hipóteses na cabeça para me safar da situação, respondi que “não, audiologia, no Peter Mount Building”, e acrescentei que podia “ apontar o meu GPS para lá” – o Google Maps -, ao mesmo tempo que desejava, com muita força, que o edifício estivesse discriminado no Google Maps. O taxista não respondeu. Enquanto procurava o edifício no Google Maps, que não estava a funcionar, pensei que era estranho o taxista estar a ser “uma besta… foi tão simpático para o Lupi e para mim…. Quando finalmente encontrei o edifício no GPS, disse-lhe que “achei e posso pôr isto a funcionar”, e acrescentei que pedia “desculpa uma vez que não sou nativo da língua, e portanto, existem problemas de expressão e compreensão, está bem?”, ao que o senhor respondeu que não havia problema, para eu “pôr o GPS a funcionar mais perto do destino”, e acrescentou: – é que eu sou um bocado surdo… – O quê?!!!!. – Sou um bocado surdo, ouço mal. E acrescentou a gracejar: – tu és cego e eu sou surdo. Percebi que estava ali uma casa, digo, táxi, bem montado, desisti da meditação e entrei no meu modo de “Desenrascanço Turbo”.

Peguei no meu telemóvel e escrevi um telegráfico e-mail à competente audiologista a dizer que ia chegar um bocado atrasado e estava a caminho. De cada vez que queria falar para o senhor taxista, em vez de falar, passei a berrar: – JÁ POSSO LIGAR O GPS? – daqui a bocado. E eu pensava, “ai que estou tão tramado…”. Até que o simpático mas duro de ouvidos senhor me disse que podia “agora ligar o GPS”. Liguei e, como muito bem lembrou o senhor, mantive o telemóvel comigo uma vez que ele estava a conduzir. E lá fui eu, a repetir as instruções do Google Maps aos berros: – AT THE ROUNDABOUT, TAKE THE SECOND EXIT TO THE BOULEVARD; IN 200 YARDS, TURN LEFT. O senhor deve ter-se fartado, uma vez que me pediu o telemóvel, e o pousou no banco do lado, para o ir vendo e, eventualmente, deixar de me ouvir.

Depois de me ter arrependido de não ter ligado a partilha de dados do telemóvel que agora estava no banco da frente, fora do meu alcance a ser utilizado pelo simpático senhor, o que fazia com que não pudesse usar a Internet no meu telemóvel com cartão português, que levava no bolso, não tive muito tempo para me reprovar. Chegámos!

Depois de o taxista me ter espetado contra um carro estacionado – o senhor tinha boa-vontade, falta de jeito, e estava nervoso. Pobre taxista -, incidente sem consequências, até porque nem dei tempo para isso –, seguimos em frente como se nada fosse -, entrámos, finalmente, no Peter Mount Building.

As pessoas que lá trabalham, muito simpáticas e educadas, foram dizendo olá “– Hello young man!” e abrindo alas a um cego desequilibrado, com um cão lindo e simpático, agarrado a um taxista duro de ouvidos.

Após a simpática e competente audiologista me sentar, para configurar o novo aparelho auditivo, audiologista essa que é de um profissionalismo incrível, delicadeza e cuidados impecáveis – deu-me uma informação sobre a cadeira onde me estava a sentar, que não tinha dado da última vez que eu lá tinha estado, e eu lhe tinha explicado que era relevante para mim saber -, disse-me que ia “tudo correr bem”, que o computador tinha estado a “trabalhar bem a manhã toda”. Mas não! Após várias tentativas de inicializar o procedimento para calibrar o aparelho auditivo, que incluíram, claro, reiniciar o computador, a Sarah – Sarah é o nome da audiologista -, explicou-me que, possivelmente o meu perfil estava corrompido, uma vez que já tinha acontecido o mesmo comigo no passado, e antes de eu chegar, o computador tinha estado a funcionar corretamente toda a manhã. Fiquei chocadíssimo! Tanto cuidado com a dignidade e os valores morais, chega-se ao audiologista e pimba, corrompido! Tive que me rir, e dizer que era o “espírito do Brexit” a conspirar: “não levas nada daqui! és imigrante!”.

Depois de mudar de computador, e consequentemente de sala, tudo correu bem – Não era o perfil corrompido – ufa, dignidade de volta!

Durante o procedimento, a audiologista pediu para chamar o transporte para me levar a casa, uma vez que o serviço, tipicamente, é demorado – como em Portugal, tenho direito a transporte para as consultas. Ao preparar-me para sair, pensei, e até comentei com a audiologista, que agora não haveria problema em ser um condutor duro de ouvidos, uma vez que lhe podia emprestar um aparelho auditivo.

Os astros alinharam-se, e quando estava a sair da consulta, o táxi estava a chegar! A Sarah deixou-me com o taxista, que não era duro de ouvidos, era muitíssimo simpático e bem-disposto, e, tal como o taxista da ida, com uma incrível falta de jeito, mandou-me com os c… com a zona pélvica, contra a porta do carro que o próprio tinha acabado de abrir.

Perguntou-me de onde é que eu era, por ter detectado um sotaque em mim, um grande exemplo da comentada Politeness – se fosse eu teria sido algo no género: Credo! fala tão mal… de onde é que é? -, fomos a conversar boa parte do caminho, e lembrei-me que estava a ser um dia cheio, e que provavelmente ia escrever sobre o que se tinha passado. Até me passou pela cabeça que a entrada no táxi poderia ser um bom fim para a história.

Ao chegar, o simpático taxista pediu-me 32£…

Eu a segurar no recibo que o taxista me passou.

6 telefonemas depois descobriu-se que, em princípio, alguém pediu mesmo um táxi, em vez de dar como terminada a minha consulta no serviço de transportes, para desencadear o transporte para casa. E agora vão ver como me podem reembolsar o dinheiro que, por ser uma pessoa preventiva – e ter sorte! – tinha comigo…

Brave New World

Pessoa – Está tudo bem?

Eu – Claro! Tenho apenas um pequenito defeito no cromossoma 22, e tirando 4 ou 5 coisas importantes e graves que se alargam para quase todos os âmbitos da vida constrangendo-a fortemente, sentir-me aprisionado por bloqueios mentais da sociedade, ter que responder a perguntas idiotas com demasiada frequência e mais umas 300 ou 3000 coisas importantes, graves, a que ninguém liga nenhuma, e eu próprio desconheço, mesmo tendo a certeza que existem, está tudo fantástico!

Pessoa – Tens que ter paciência.

Eu – Pois tenho… peço desculpa pela sobranceria de me arrogar a não querer levar com os problemas dos outros, não ser saco de pancada de nada nem de ninguém, de não fazer grandes conceções a boa parte das convenções sociais por, imagine-se a altivez, achá-las desprezíveis e nefastas, por achar que os meus próprios problemas e causas que me afligem já são mais do que o que consigo suportar, por ter limites mentais que já foram ultrapassados algumas vezes e ter sido o cabo dos trabalhos manter a sanidade e recuperar o discernimento que tinha sido extraviado pelos próprios problemas e pelo o pequenito defeito no cromossoma 22.

Pessoa – Doutoramento? Que bom, pelo menos estás ocupado.

Eu – Pois é. Que sorte… Não tinha mesmo mais nada para fazer, nem preciso de ganhar dinheiro. Tive que me dedicar a um flagelo da sociedade reconhecido conscientemente mas não subconscientemente, que precisa de ser resolvido, onde posso dar um contributo, com o stresse que isso implica e o provável mas desconhecido impacto ao meu pequenito defeito do cromossoma 22. Já me estou a imaginar no martírio que ia ser passar o tempo a conversar com amigos, ler livros, ouvir música e disfrutar da companhia da Sofia e brincar com o Lupi.

Pessoa – Toda a gente tem problemas.

Eu – Pois tem… peço desculpa pela sobranceria. Aceito permutas!

Pessoa – É preciso espírito de sacrifício!

Eu – o meu já tem a largura de banda toda ocupada.

Pessoa – Se fosse fácil não tinha piada.

Eu – Tinha, tinha

O Lupi, segurado por mim, em duas patas. Eu estou sentado no braço do sofá e o Lupi está a sorrir para a fotografia e a abanar o rabo. Eu também!