Jet Black

A viagem com o Lupi foi incrível! Começou com stresse, à entrada do aeroporto, uma vez que o telefone da MyWay não estava a funcionar – o telefone que está nas partidas e serve para pedir ajuda, no meu caso, dizer que já tinha chegado e precisava da assistência agendada. Claro que no meu caso não foi grave, uma vez que a minha querida Sofia andou à caça, com a ajuda dos seus lindos e preciosos olhos, de alguém da MyWay, a quem pudesse avisar que estávamos ali.

No check-in, as meninas do balcão ficaram doidas com o Lupi. Uma, em formação, perguntou se lhe podia fazer uma festa – procedimento corretíssimo -., e outras duas apressaram-se a aproveitar para alimentar o ego deste cão, que, acredito, não é pequeno. A custo, afastámo-nos para o controlo de segurança, onde, outra vez, os fiscais ficaram encantados com a criatura preta brilhante, resfolegante e beijoqueira.

Passados vários minutos de espera pelo embarque, minutos em que o Lupi foi recebendo festas e palavras ternas num tom de voz pouco melhor que insuportável de várias pessoas que iam passando, lá fomos para o embarque. Tipicamente – em todo o lado onde estive menos no aeroporto de Barcelona -, os passageiros com necessidades especiais e pessoas acompanhadas de crianças entram primeiro. Neste caso o embarque demorou mais uns 3 minutos, minutos os quais todas as pessoas envolvidas ficaram a adorar o lorde. Fomos convidados a despachar a bagagem de mão para o porão – coisa para normalmente custar uns €50 por mala -, para podermos viajar mais tranquilos. Agradecemos e recusámos – a oferta teria dado jeito no dia anterior, quando liguei para a TAP a questionar se havia alguma salvaguarda preparada para estes casos, onde a comida para o cão, é metade do peso permitido para a bagagem de cabine, e, após uma espera de vários minutos, simpaticamente, me informaram que, àquela altura, eram €60 para ter uma mala de porão. O senhor que tratou do embarque ainda nos informou que tinha, deliberadamente, deixado a cadeira do lado vaga, para viajarmos confortavelmente com o cão – fiquei contentíssimo! Adoro ter o tabuleiro da cadeira do lado vago, para descarregar o lixo enquanto como.

À entrada para o 320R Natália Correia, fomos calorosamente recebidos. O Lupi não, foi efusivamente afagado e mimado – se não fosse casado, tinha ficado cheio de inveja. Em particular, uma assistente de bordo, foi quem demonstrou mais afeto pelo Canídeo. Já depois de levantarmos voo, de cada vez que passava pela nossa fila, olhava e exclamava – Ai tão lindo… – Ai que sossegado… – Ai mas ele até vai a dormir…. Etc., etc. E o zénite foi depois de pedir para lhe tirar uma fotografia, tê-lo feito quando o colega tentava passar com o carro das sandes, durante a distribuição, e ela, a simpática assistente de bordo, queria tirar a fotografia. E tirou!

No final, como é normal, fomos os últimos a sair, para evitar confusão e aguardar pela assistência. Durante esse tempo, toda a tripulação se juntou em volta do Sir Lupi. Quem é que se pode gabar de receber água, servida num copo, pela mão do comandante?! Pois! O Lorde! E, como se não bastasse, fez um estardalhaço tal com a língua dentro do pequenino copo, que a Sofia se viu na necessidade de pedir desculpas. O comandante, fleumático, como um comandante deve ser, disse que “- não faz mal. O avião é uma coisa que desidrata muito.”

A primeira coisa que ouvimos à saída da manga foi “- Que perro tan precioso!!!!”.

Durante a escola de verão foi semelhante, ou pior/melhor.

 

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