Objetivos a 300%

40 dias passados da data do meu internamento no CHUC e preparo-me para voltar ao trabalho! É verdade que não estou com o arcaboiço com que saí da penúltima operação, mas melhor era complicado. Da outra vez, tive oportunidade de não ir com a tola exausta e com uma preparação física que me ajudou ao embate – fisioterapia preventiva e caminhadas de 6/7km frequentes. Assim sendo, este resultado parece-me excelente e com a fortíssima possibilidade de ficar ainda melhor!

Foi um grande pós-operatório!

Sempre com a minha querida Sofia, que ia pondo travão e/ou amparando os meus impulsos. Se não fosse ela, o resultado era outro, de certeza!

Balanço:

  • Tumores – menos 2;
  • Testa – parte do osso frontal substituído por malha de titânio, excelentemente rebitada, que de tanto que gosto de lhe tocar, estão-me sempre a perguntar se tenho dor de cabeça (não tenho dor nenhuma, porra!);
  • Uma ida ao Agora Nós – falar sobre o Serviço de neurofibromatose tipo 2 em Manchester e, do que a mim me parece, insensibilidade social do Governo e do Provedor de Justiça;
  • Uma ida ao Porto – ver amigos, visita à redação do jornal Público e outras coisas que não são para revelar já;
  • Uma ida à Assembleia da República – participar na Audição Pública: Políticas Públicas de apoio às pessoas com deficiência;
  • Um chorrilho de e-mails para uma data de entidades;
  • Uma carta registada para a presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia – tentar com que façam o que lhes compete – que triste ter que chatear pessoas e/ou entidades apenas para lhes pedir para fazer o que lhes foi designado. Paradigmático deste país;
  • Conseguir dormir – tenho insónias que em conjunto com a NF2 se tornam numa coisa muito complicada;
  • Li imensos livros – o suficiente para acrescentar um autor à lista dos meus preferidos: John Steinbeck. Fantástico!
  • Passei tempo com a Sofia.

Ainda consegui sentir todo o poder de um medicamento: efeitos desejados; todos os efeitos secundários descritos na sua bula; ressaca do seu desmame abrupto. Esta situação não foi grande coisa. Tinha passado bem sem a experiência.

Também Voltei a fazer uma candidatura a uma bolsa da FCT para fazer o doutoramento, apesar do processo de 2013, sim, 2013, ainda estar a decorrer! Nem gosto de escrever sobre isto, esta situação já me causou tanto stresse que, frequentemente, transpiro e fico inquieto só de me lembrar de tudo o que já passei com esta fundação – tenho a certeza que alguns centímetros cúbicos dos meus tumores são por conta desta entidade.

Vou voltar ao trabalho com vontade. Vou dar início a outra fase, espero, com mais coisas para fazer que iniciei durante a minha baixa médica que, sobretudo graças ao meu Amor, se conseguiu que fosse produtiva e agradável!

Vou seguir, com mais vontade de resolver as coisas que tinha entre mãos e outras novas que me apareceram!

Haja recursos                                                   …

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