Itália #3 – 1.º dia Completo

No primeiro dia completo em Itália acordámos, muito bem-dispostos, e descemos para tomar o pequeno-almoço no hotel – estava incluído, ufa!

Era fantástico! Variedade de queijos, de manteigas, de compotas, de pães, chás, café filtrado e café expresso, cereais, leite normal e leite de soja, enfim, um regalo!

Depois do pequeno-almoço subimos, tomámos um banho, vestimo-nos e fomos comprar roupa interior de urgência.

Na receção explicaram-nos que deveríamos ir à Via Bueno Aires. Dava para ir a pé e as coisas não eram muito muito muito caras. E fomos – que remédio!

Nunca tinha visto tal coisa. Assim que saímos fora do hotel – era a primeira vez durante o dia – apercebemo-nos que havia algo com as scooters:

H1 – os condutores eram daltónicos;

H2 – os condutores eram amblíopes;

H3 – os condutores eram doidos;

H4 – os condutores regiam-se por regras especiais de trânsito para scooters;

H5 – as regras de trânsito mão se aplicavam a scooters.

Não ficámos a saber qual das hipóteses era a correta. Limitámo-nos a ir fugindo, consoante as necessidades – pobre Sofia, é o que posso escrever.

Depois, já a 100m do hotel, concluímos que era possível fazer passeios em cimento bastante maus – apenas bastante melhores que calçada portuguesa com manutenção média. Outra coisa que notámos ainda, foi que a noção de distância milanesa é semelhante à alentejana.

Lá fomos nós comprar cuecas, a tentar não torcer os pés nem nos enfaixarmos em scooters .

Entrámos em … sei lá! Eu acho que foram pelo menos 1300 lojas – mas podem muito bem ter sido 4 ou 5 –, tive apenas uma pré reação vagal, potenciada pela pilha de nervos em que estava dado não haver italianos a falar inglês de forma compreensível – refiro-me apenas aos que ainda tentavam falar –mas sim, comprámos cuecas!

Refugiámo-nos no McDonald’s a comer um daqueles menus locais onde muda o formato do pão, da carne e muda o tempero – estava bem bom! – e descansámos um bocadinho. Mentalizámo-nos e tentámos voltar ao hotel.

Epicamente chegámos, trocámos de cuecas, descarregámos as restantes e descemos à receção. Estava lá o Abdu! Perguntámos-lhe onde era “Via Tonale 20”. Ele foi ao computador, saiu de trás do balcão e disse: ”i can show you!”. Saiu porta fora – connosco atrás -, andou 3m, cortou para uma rua que ligava a do hotel à Via Tonale e apontando para o outro lado da Via Tonale disse:”that door!”.

Ficámos muito felizes por estar tão bem localizados – havia apenas a mágoa de ter que voltar às avenidas de comércio para irmos às compras, uma vez que a roupa interior não se resume a cuecas e faltavam-nos mais coisas, portanto, tudo o resto.

Atravessámos a avenida para o outro lado – sempre com scooters a zunir –, batemos à porta e atendeu-nos uma jovem. Era a Gabriela – viemos a saber. Uma bonita médica romena, com curso de terapia sacrocraniana e medicina tradicional chinesa.

Recebeu-nos, fez-nos algumas questões relacionadas com a minha sintomatologia e explicou-nos que o Diego Maggio – responsável pelo Upledger Institute italiano – estava para chegar.

O Diego Maggio chegou juntamente com o Alfredo – responsável pelo Upledger Institute em Milão – e voltámos a falar. Definiu-se um plano terapêutico, – que também iria incluir acupuntura, dado que a Gabriela estava lá e podia incluir essa componente – e seguimos para o gabinete onde ia decorrer a terapia.

Foi fantástico ter quatro terapeutas, em simultâneo, a tratar de mim – i.e. Diego, Gabriela, Alfredo e a minha querida Sofia. Senti-me num conforto e numa paz onde muito raramente consigo estar.

Saímos, tranquilos, com hora remarcada, para acrescentar a acupuntura ao tratamento, direitos ao Carrefur – comprar água –, lá mesmo ao lado, descarregámos tudo no hotel, sempre com as scooters a passar – e por esta altura a tranquilidade já tinha baixado um bocadinho – e seguimos para o Il Tavolino, comer umas massas maravilhosas.

Ao chegar ao hotel, o rececionista disse-nos que “não havia malas” e explicou que, “se chegarem, o normal é aparecerem de noite” – e eu comecei a preocupar-me, muito, com a garrafa de vinho Paço dos Falcões que a Sofia tinha posto na mala para nós – e, profissionalmente perguntou, “querem ser avisados assim que chegarem?” Respondi “não!”

E, finalmente, estávamos no nosso quarto, com a segurança de ter cuecas lavadas para os dias seguintes!

Comente aqui

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s