Itália #2 – Chegada a Milão

Em meio a delírios causados por privação de sono, vou tentar redigir mais um pouco da nossa – minha e da Sofia – jornada em Itália. Quem sabe se até fica mais… sentida!

Ora, no último post sobre Itália, ia ainda na parte do táxi, a caminho do hotel.

O taxista apresentou-nos a rua onde era a clínica onde ia fazer a terapia e descarregou-nos no hotel.

Chegámos inteirinhos, eu quase eufórico – ia abrir o night kit – e a Sofia um bocadinho mais contida. Voltou a respirar, pegou nas malas, em mim e entrámos. No hotel – o BEST WESTERN Hotel Madison – “esperava-nos” um simpático rececionista que sabia falar inglês – na altura, ainda não sabíamos que isso era uma sorte! Era o Abdu, o grande Abdu!

Fez-nos o check in e perguntou à Sofia, claro “he can’t see, right?!”. A Sofia disse que sim e o Abdu deu-nos uns papéis para assinar. Não li, mas sei que foi devido a isso que nem eu nem a Sofia tivemos que pagar a taxa turística – no nosso hotel, em Milão, a taxa são €5 noite por pessoa, o que parece muito, e é, mas, quem já lá esteve sabe que não é apenas “muito”!

Fomos para o quarto e eu fui ver os night kits – meu e da Sofia.

Meu

• t-shirt branca, sem nada, tamanho n/a onde cabia, facilmente, um norueguês obeso;

• Escova de dentes;

• Alguns cotonetes;

• Mini-pasta de dentes Colgate;

• Detergente em pó para lavar roupa;

• Escova com espelho embutido;

• Champô condicionador Crabtree & Evelyn;

• Gel de banho cuja embalagem não acho e portanto não posso escrever a marca;

• Gilete descartável;

• Mini-espuma para a barba Senzai;

• Mini-desodorizante Rexona for Man.

Tudo acondicionado numa bolsa plástica da Star Alliance, retangular, preta com fecho éclair.

Sofia:

• Ibidem.

E a lista de compras aumentou.

Ligámos ao Abdu para saber se recomendava algum sítio para comermos. Ele, delicadamente, explicou que o restaurante do hotel tinha pouca variedade de pratos, que podíamos comer lá, mas que havia pouca variedade de pratos, mas que podíamos mesmo comer lá, que havia um restaurante bom ali ao lado e que, no hotel, havia pouca variedade de pratos, mas que, segundo a Sofia, e já no lobby, o Abdu de nariz enesgado, disse, que podíamos comer lá! E pronto, fomos então dar a primeira caminhada por Milão, até ao restaurante Il Tavolino, porque a variedade interessava-nos muito.

Encontrámos um sítio fantástico! Decoração tipo casa da avó, visibilidade para a cozinha onde havia um forno a lenha e empregados educados e vestidos a preceito. A Sofia comeu uma massa maravilhosa, com tomates cereja e mais umas coisas boas que não me recordo, e eu um simples mas delicioso e magnificamente confecionado risoto à milanesa. Bebi um copo de vinho branco toscano, que nos fez lembrar o vinho que tivemos na mesa do nosso casamento e acabámos com um licor de limão, limoncello, que já não bebia desde que estive a estudar na Eslováquia, em 2008/9, que faz com que seja possível digerir uma vaca inteira, ossos e tudo, em meia hora.

Voltámos para o hotel, a saber onde íamos jantar no dia seguinte, desertinhos para descansar, para recarregar baterias para o dia seguinte.

As compras de roupa interior e o primeiro dia de terapia estavam mesmo ali. Mas, tem que ficar para outro post, que a vida e o cansaço assim o obrigam!

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