Monthly Archives: Novembro 2014

Quizz Night

A palavra que me vem à mente é “fantástico”! Foi um gosto estar, mais uma vez, na Quizz Night do Café Liceu!

Desde que entrou no menu do Café Liceu bolo do caco, com rúcula, queijo brie, cebola frita e 150g de carne de vaca – vulgo hambúrguer –, que as Quizz Nights se tornaram ainda melhores e mais confortáveis para mim! Hélder, grande lembrança!

Estavam, como arrogantemente esperava, bastantes amigos do meu círculo pessoal, muitos levaram outros e os outros levaram ainda mais uns! Estavam ainda pessoas que já não via há bastante tempo, com quem, na verdade, nem tive oportunidade de conversar. Mas, acreditem, tocou! Foi ultra bom ver chegar, inesperadamente, a Ti-Rosalina e o Tó, sogra e cunhado, respetivamente – não vá alguém pensar que tenho um cunhado chamado Ti-Rosalina. No entanto, tenho que confessar, tocante foi quando, já decorria o quizz, a Sofia, que fazia parte de outra equipa, e estava noutra mesa, logo por de trás de mim, me chamou e disse “- chegaram o Nuno, a Dulce… e a Madalena!”. Lindo! A Madalena é minha afilhada e o Nuno e a Dulce são os seus progenitores – tem quatro anos, fresquinhos, e acertou duas!

Com ligeiras alterações que o Hélder permitiu, para acomodar mais pessoas numa só equipa, o quizz decorreu normalmente, até nos achaques informáticos – cujo melhor conselho que tenho a dar é, invariavelmente, “reinicia”. Eu voltei a ser brilhante na minha especialidade, as imagens! Acertei em duas, de costas e tudo – i.e. a imagem eram bagas de guaraná; o logotipo era da Xerox – detesto impressoras! Existiram perguntas e equipas com nomes alusivos a mim, incluindo a minha própria, que mudou a fórmula do nome, especialmente, para a ocasião.

No final, houve tempo para dar umas palavrinhas ao microfone, constrangidas pela urgência mictória, que serviram para agradecer a todos os presentes e, claro, ao Café Liceu.

O Hélder anunciou que uma caixinha de donativos, que estava lá desde o início da noite, iria ficar até ao final do ano. Ao que contrapus que deveria ser até dia 28 de Dezembro, dia sobre o qual haverá notícias muito em breve!

De coração, muito obrigado!

P.S. Adjudiquei o anúncio dos donativos à Sofia e, inclusivamente, já estão anunciados no https://ajudemojoaoairamanchester.wordpress.com/2014/11/29/cafe-liceu-rescaldo/

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Não gosto!

Não percebo nada de Facebook, nem blogs, nem Twitter. Estou a escrever este post porque quero pedir desculpa a todas as pessoas que me tentam contactar através de Facebook, que fazem comentários no blog e talvez coisas que tenham a ver com Twitter, ao qual ainda não dediquei um dedo de atenção.

Eu bem tento fazer “Gosto”, volta e meia tento publicar umas coisas mas, definitivamente, aquilo ultrapassa-me. Uma vez que a acessibilidade do BackOffice do WordPress é, praticamente, inexistente e o site do Facebook uma selva, tento usar as aplicações móveis, tanto do Facebook como do WordPress, no meu iPhone 4s. Mas, o pobrezinho às vezes bloqueia e fica lento. Culpa das aplicações, que são mal construídas, especialmente a do Facebook, e com uma acessibilidade fraquíssima. Nunca me tinha sentido tão informaticamente incompetente! É mais fácil, muito mais fácil, programar, ou mesmo inventar um sistema – sistema não, método, porque os senhores do Instituto da Propriedade Industrial não podem conceder patentes de sistemas, só métodos! -, dizia então, é mais fácil até inventar um método novo, para mim, do que usar o Facebook! Não fazia ideia que o meu projeto de doutoramento era tão necessário – incide sobre acessibilidade digital e como implementá-la de forma ágil.

É, absolutamente, uma frustração ver o meu iPhone 4s que a minha querida Sofia me ofereceu a arrastar-se, justamente porque o que eu tinha – modelo anterior – padecia desse mal. É, absolutamente, uma frustração sentir-me mais info-excluído desde que me tentei ligar mais ao “mundo”. É, absolutamente, uma frustração não poder reagir a tantas manifestações de apreço e carinho que vou vendo no Facebook. Acreditem, eu gostava de fazer mais. Perdão!

Obviamente, não vou deixar de tentar!

P.S. A Sofia atualizará o http://www.ajudemojoaoairamanchester.wordpress.com assim que conseguir.

Terapia Sacrocraniana

É, para mim, uma alegria vir contar-vos, leitores e amigos, melhor, leitores amigos, que eu e a Sofia, vamos celebrar o nosso primeiro aniversário de casamento em Veneza. Sim sim, é rigorosamente verdade! A menos que, bata-se já na madeira, alguma coisa corra fora do previsto.

O que se passa é que vou a Itália fazer um tratamento! E, como é meu apanágio, tento não só ver o copo meio cheio, como tento enchê-lo mais ainda.

A minha querida Sofia é, para além de fisioterapeuta, terapeuta Sacrocraniana – foi por causa desta terapia que nos aproximámos. Há umas semanas, a Sofia contactou o Mr. Don Ash, que é um dos, ou talvez O, topo do mundo nesta terapia. O Mr. Don Ash avisou-nos que haveria benesses em eu fazer terapia Sacrocraniana de uma forma intensiva, mas, de uma forma muito honesta, disse-nos para não irmos ter com ele. Disse que seria muito caro, uma vez que seriam precisas muitas sessões e, sobretudo, a viagem era muito longa e cara – este terapeuta é Norte-Americano. Como tal, indicou-nos dois terapeutas que, segundo palavras do próprio, poria a sua vida nas suas mãos, em sítios mais próximos de nós. Concretamente, uma pessoa na Holanda e outra na Itália. O Mr. Don Ash, inclusivamente, iniciou os contactos, após nós darmos o OK, claro. Respondeu, de forma expedita a pessoa de Itália.

Fantástico! Conseguimos hora com ele, quatro dias seguidos e em que serei tratado por ele, simultaneamente com outros dois terapeutas da sua equipa e, sobretudo, com a minha Sofia. Ou seja, vou ser tratado pela equipa de um dos melhores terapeutas Sacrocranianos do mundo, e a Sofia vai ter oportunidade de aprender. Melhor não dá! Ou dá….

O tratamento é em Milão. Ora, o destino interveio – como em muitas vezes na minha vida – e a semana em que o Diego Maggio podia é, exatamente, a semana antes do fim-de-semana de 7 de Dezembro, dia de aniversário do meu casamento com a Sofia! Foi só comprar o bilhete de ida Lisboa – Milão e o de regresso Veneza – Lisboa e, claro, vir na segunda-feira, dia 8, em vez de ser logo sábado 6. Se isto não é ter sorte, há-de ser ter jeito!

Estamos muito entusiasmados com a terapia e, claro, com a perspetiva do aniversário de casamento. Vamos tentar tirar algumas fotografias para partilhar!

Queremos clarificar que, como disse, a prioridade dos donativos é o tratamento em Manchester. Esta terapia, Sacrocraniana, é uma terapia complementar e, como tal, sujeita à controversa costumeira nestas situações. Portanto, o dinheiro dos donativos fica intocado, reservado ao tratamento quimioterapêutico em Manchester, cientificamente melhor fundamentado.

Quizz Night – Muito obrigado Hélder, muito obrigado Café Liceu!

Estava, ansiosamente, à espera deste momento! Finalmente, posso começar a agradecer a generosas pessoas que me querem ajudar.

Objetivamente, o Hélder, do Café Liceu, que com regularidade organiza Quizz Nights, no Café Liceu, claro está, onde costumo participar, integrando uma equipa com mais amigos, decidiu que já na próxima sexta-feira as receitas da Quizz Night, que costumam ser para distribuir em prémios pelas 3 equipas do pódio, serão para me entregar a mim!

Muito obrigado Hélder, muito obrigado Café Liceu!

Esse dinheiro, será para juntar aos donativos que já recebi, que tenho vindo a divulgar, para usar no tratamento em Manchester.
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Aqui está o link para o evento:
https://www.facebook.com/events/574987689311631/?notif_t=plan_user_invited

Quota máxima de chatices

Ontem, depois de um dia longo e de algum desgaste – detesto impressoras e quanto mais caras, pior! – fui tentar comprar uma sanita. Sanita, sim! Estava de rastos, cansado, com fome e, por inerência, com a paciência na reserva.

Chegados à loja, eu e a Sofia, vimos um modelo de sanita e eu pensei que era fixe ”só há um, vai ser rápido!”. Pensei, ingenuamente, que era algo do género: – olá, quero uma sanita. Quanto custa ir lá montar uma nova e desaparecer com a antiga?

Veio um vendedor e disse: – podem ir lá a cima ver a exposição que eu já lá vou ter com vocês. – fiquei para morrer!

Há sanitas muito giras, há sim senhor! Pequeninas, para os garotos, quadradas – deve ser tramado de limpar as arestas –, de cor preta, etc.. O problema é que eu não queria saber daquilo para nada e o vendedor sem aparecer! Quando estava quase a telefonar para a loja, para explicar que estava lá em cima, prestes a desistir de lhes comprar uma sanita, com a Sofia a dizer para ter calma, esperar só mais um bocadinho, apareceu, finalmente, um vendedor!

É pah, que vendedor tão simpático! Foi um horror!

O senhor, com tanta conversa e solicitude, deu-me cabo do resto dos nervos. Acho que se visse cores, tinha-me acontecido aquele fenómeno de ficar a ver tudo vermelho. Agarrei-me à Sofia, para tentar não “destrancar” e evitei falar. Tudo isto em quanto descobria que “ – Não, não fazemos montagens.” E que as sanitas se vendem numa modalidade tipo triple play, sanita + autoclismo + tampa, que os preços que estão escritos não servem de nada porque “- não não, eu faço um descontozinho…” que, aparentemente, já está instituído e impede-me de comparar preços convenientemente, pelo menos sem visitar todas as lojas de sanitas nas quais posso ser cliente e ouvia, muita, mesmo muita conversa, que ajudava a criar a atmosfera correta, de acordo com a exposição que nos rodeava.

Acho que acabei por não bater ao simpatiquíssimo vendedor, porque contou a melhor história que alguma vez ouvi de tacanhice económica, que aproveito para partilhar: Houve, um dia, uma alminha vetusta, claro, que deu cabo de três mecanismos de autoclismo, até os técnicos darem conta que o problema era a senhora aproveitar o dito para demolhar caras de bacalhau!

Devia existir uma quota máxima de chatices a que um indivíduo é exposto, que o Universo se encarregaria de respeitar.

Será que alguém me pode recomendar uma boa loja de sanitas?

A caminho…

Desde a semana passada, em que os donativos iam em €890, mais pessoas quiseram contribuir!

Neste momento os donativos ascendem a €1355! Imaginando o pior cenário, no qual não acredito, onde o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não comparticipe o tratamento, os donativos quase que já dariam para a primeira consulta, onde se inclui viagem e estadia, de dois dias. A Sofia vai discriminar esses hipotéticos gastos, no blog que administra – http://www.ajudemojoaoairamanchester.wordpress.com –, que chegaram de Manchester, através da Dr.ª Susan Huson.

Então, discriminando, desde a semana passada, temos mais:

• €15;

• €50;

• € 50;

• €150;

• €150;

• €50.

Existem nomes de pessoas que estão a lutar para que o SNS pague o tratamento. Essas pessoas merecem todo o reconhecimento e eu estou ansioso para agradecer publicamente, independentemente do desfecho. Mas, faltam coisas… existe também um grupo, ou mais, de pessoas, que se estão a esforçar para organizar um, ou mais, evento/s para angariar fundos. Tenho que fazer um esforço grande para os meus dedos não se porem a martelar esses nomes aqui, mas, está para breve, pelo menos os que aceitarem ser mencionados.

Estamos, eu e a Sofia, muito emocionados com tudo o que se está a passar. É uma felicidade muito grande ver, e sentir, todo este carinho e fraternidade, que se tem expressado de várias maneiras. Pessoalmente, só estaria melhor caso tivesse conseguido resolver o problema do raio da Xerox do trabalho. Aquela porra dá-me nos nervos! Nunca gostei de impressoras…

Micro-carta aberta a empregados de mesa

Antes de se quer se falar na hipótese de vir a ter problemas de audição, já tinha dado conta – há muitos anos, desde bastante novo –, que ouvir estava longe de ser tudo para a comunicação.

Sempre senti uma dificuldade extrema em falar com empregados de mesa, parece carma! Não percebo patavina do que me dizem nem eles o que eu digo! Quando não me enerva, chega a ser caricato! O mais comum é isto: (eu) – boa tarde, quero uma Água Das Pedras. (empregado de mesa a olhar para quem está comigo) – O quê?

Ser estrábico prejudica bastante. Naturalmente, as pessoas não sabem, à partida, que estou a falar com elas. Já testei pôr os meus óculos de sol e virar a cabeça para a pessoa, de forma a camuflar essa situação: (eu) – Boa tarde, quero umas pastilhas Maxer e uma Água Das Pedras. (empregada de mesa) – não há. (eu) – …………………… o quê é que não há?!

E a quantidade de sumos trocados – OK, bebo águas com sabores que devem ser feitos só para mim, mas não é justificação –, os bifes só com batatas que também trazem arroz, ou, pura e simplesmente, os pedidos que nunca aparecem? É quase revoltante!

Vem isto a propósito porque, esta semana, na quinta-feira, eu e a Sofia fomos ver a magnífica Orquestra de Jazz de Leiria, com o não menos excelente Herman José. Como já estávamos atrasados, resolvemos ir sem jantar e comer uma treta qualquer no Pingo Doce, junto ao Teatro José Lúcio da Silva, onde ia decorrer o espetáculo.

Ao entrarmos a Sofia viu a zona da pastelaria, ainda antes das caixas e leu-me “Bolos” e mais não sei o quê que não me recordo. Ora, eu não sou fã de doces, menos ainda ao jantar e assim que me cheguei ao balcão e me apercebi da presença do empregado perguntei: – tem salgados? – O empregado repetiu, exclamando: – “salgados? Salgados? Salgados? Salgados?” – Eu pensei que “pronto, outra vez a pedir coisas parvas e depois admiro-me. Ora se aqui diz bolos e mais não sei o quê…” E o empregado, sem parar: –“salgados? Salgados? Salgados? Salgados?” – Até que a Sofia disse: – Sal-Ga-Dos!. O empregado: – ah! Tem (e discorreu um ror de nomes de deliciosos fritos) – Eu pensei “caramba!” – não foi bem caramba…. E perguntei à Sofia “mas então que raio entendeu o senhor?”. (Sofia) – Só gatos! – Este Sr. Empregado pelo menos tentou repetir, para mim e tudo, em vez de me dar mesmo gato, caso houvesse.

Este post dava um capítulo, ou mesmo um livro – publica-se de tudo! – tantas foram as situações e o que há para dizer sobre esta parte da vida, tão importante. Mas, para já, fico-me por aqui e por uma micro-carta aberta (MCA) aos Sras./Srs. Empregados/as de mesa. Aí vai:

Início da MCA

Exmos/as Sras./Srs, empregados/as de mesa,

Podem falar comigo. Eu sou quase sempre simpático, tenho capacidade de decisão e só não vejo. Ouço!

Até breve,

João

Fim da MCA

É claro que quando o senhor do Pingo Doce perguntou, o clássico, “mais alguma coisa?”, tive que responder: – Gato!

“só gatos? Só gatos? Só gatos? Só gatos?”…